<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0">
  <channel>
    <title>DSpace Community:</title>
    <link>http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/58880</link>
    <description />
    <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 22:41:07 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-08-20T22:41:07Z</dc:date>
    <image>
      <title>DSpace Community:</title>
      <url>http://repositorio.ufpe.br:80/retrieve/5623f903-5f26-4027-b7d5-0949dc5d1d9c/health.jpg</url>
      <link>http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/58880</link>
    </image>
    <item>
      <title>A Terapia Comunitária Integrativa na Medicina de Família e Comunidade com ênfase em Saúde do Campo, Florestas e Águas: Invisibilidades e potências lavradas no território e desveladas pela escuta</title>
      <link>http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/70282</link>
      <description>Title: A Terapia Comunitária Integrativa na Medicina de Família e Comunidade com ênfase em Saúde do Campo, Florestas e Águas: Invisibilidades e potências lavradas no território e desveladas pela escuta
Authors: GAMES, Giulia Prates
Abstract: Este trabalho é um ensaio reflexivo, de base autoetnográfica, sobre a experiência vivida no ano adicional da Residência em Medicina de Família e Comunidade com ênfase em Saúde das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, aqui descrito como R3, desenvolvido em território do campo no município de Caruaru, Pernambuco, atravessado pela implantação das rodas de Terapia Comunitária Integrativa (TCI) como prática de cuidado coletivo na Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo do trabalho é refletir sobre como o encontro entre um espaço formativo específico e uma prática coletiva de cuidado amplia a compreensão do território, do sofrimento psíquico e do próprio processo formativo, produzindo deslocamentos éticos, clínicos e pedagógicos. O percurso metodológico fundamenta-se na autoetnografia, desenvolvida por meio da escrita reflexiva como método de elaboração e análise da experiência. O material analisado foi constituído a partir de registros do portfólio reflexivo semanal elaborado ao longo do R3, anotações realizadas durante e após as rodas de TCI e observações do cotidiano da prática clínica e comunitária, produzidas a partir da imersão no território. As rodas de TCI configuraram-se como espaços potentes de escuta, vínculo e reconhecimento mútuo, permitindo que dores e experiências historicamente invisibilizadas pela clínica tradicional encontrassem palavras e ressonância coletiva. A partir da escuta e do encontro, emergiram sofrimentos e potências relacionados, sobretudo, à saúde mental das mulheres do campo, evidenciando violências silenciosas, sobrecarga do trabalho produtivo e reprodutivo, responsabilização histórica pelo cuidado e conflitos entre permanência no território e projetos de futuro. Destacou-se a predominância feminina nas rodas, revelando como o sofrimento psíquico no campo encontra-se profundamente imbricado com relações de gênero que organizam o cotidiano. As narrativas compartilhadas tornaram visíveis pactos comunitários e ambivalências da vida coletiva, marcada simultaneamente por redes de apoio, pertencimento e solidariedade, e por medos, autocensura e limites à fala. A experiência ampliou a compreensão do território, que deixou de ser concebido apenas como cenário do cuidado e passou a ser reconhecido como espaço ativo de aprendizagem e produção de saúde, assumindo o lugar de professor e sujeito do processo formativo. No plano da formação, o R3 produziu transformações profundas, tensionando o olhar urbano, o tecnicismo e a pretensão de controle do cuidado, e afirmando a centralidade da presença, do tempo, da humildade epistemológica e do vínculo como fundamentos do cuidar em contextos do campo, florestas e águas. Conclui-se que a experiência analisada amplia as possibilidades de cuidado integral na APS em territórios do campo, florestas e águas, e fortalece processos formativos comprometidos com o reconhecimento do território como espaço vivo, produtor de saúde, saberes, vínculos e resistência, constituindo-se como parte de um processo formativo em permanente construção, que se aprende caminhando.</description>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/70282</guid>
      <dc:date>2026-08-19T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>“Uma novela com dois finais": reflexões sobre luto antecipatório na agudização renal</title>
      <link>http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/69997</link>
      <description>Title: “Uma novela com dois finais": reflexões sobre luto antecipatório na agudização renal
Authors: PEREIRA, Larissa Gouveia Neves Pereira
Abstract: Estudos sobre o luto antecipatório são predominantemente direcionados a contextos de doenças &#xD;
avançadas e ameaça de morte. Contudo, a consolidação dos cuidados paliativos ampliou essa &#xD;
conceituação, com abrangência para a vivência do adoecimento, sem limitar-se à iminência da &#xD;
morte. A perda da saúde e as implicações no modo como o indivíduo  experiencia o próprio &#xD;
adoecer evidenciam as repercussões emocionais provenientes desse rompimento. Tal fenômeno &#xD;
revela-se na condição renal aguda, nos casos em que a necessidade do tratamento dialítico de &#xD;
urgência e a possível evolução para a doença renal crônica, mobilizam a vivência do luto. Este &#xD;
estudo  qualitativo,  transversal  e  descritivo,  buscou  compreender  o  processo  de  luto &#xD;
antecipatório  a  partir  da  vivência  de  pacientes  em  quadro  de  agudização  da  função  renal, &#xD;
submetidos a hemodiálise. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 indivíduos, &#xD;
submetidas à Análise de Conteúdo do tipo temática de Bardin. Os resultados possibilitaram a &#xD;
construção de três categorias temáticas: “Trajetórias de ruptura: da descoberta às experiências&#xD;
de sobreposição de perdas”; “Entre a temporalidade médica e a expectativa do paciente: a&#xD;
incerteza do prognóstico”; e “Estratégias de enfrentamento”. Os achados evidenciam perdas &#xD;
simbólicas e concretas, bem como a angústia diante da incerteza do prognóstico. Conclui-se &#xD;
que a vivência da agudização renal em hemodiálise confronta os indivíduos com a sobreposição &#xD;
de perdas: da saúde, da ameaça da cronicidade renal e da perspectiva de futuro, configurando-&#xD;
se como um momento de ruptura e expectativa, compatível com a mobilização do processo de &#xD;
luto antecipatório.</description>
      <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/69997</guid>
      <dc:date>2026-04-23T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Fatores relacionados à indicação de cuidados paliativos em  pacientes com doença renal crônica</title>
      <link>http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/69992</link>
      <description>Title: Fatores relacionados à indicação de cuidados paliativos em  pacientes com doença renal crônica
Authors: PONTES, João Luis Xavier de
Abstract: A doença renal crônica (DRC) avançada é um problema de saúde pública global,&#xD;
amiúde acompanhada por alto sofrimento e implicações da qualidade de vida, o que torna a&#xD;
integração dos cuidados paliativos (CP) essencial. No entanto, a aplicação desses cuidados é&#xD;
muitas vezes limitada e tardia devido ao desconhecimento do perfil dos pacientes elegíveis e à&#xD;
manutenção de um modelo de tratamento curativo. Objetivou-se descrever as características&#xD;
clínicas, sociodemográficas e laboratoriais de pacientes renais crônicos com indicação para&#xD;
CP e identificar fatores relacionados. Este foi um estudo transversal, realizado em um hospital&#xD;
universitário brasileiro entre maio e outubro de 2025, com 69 pacientes adultos em estágio 4&#xD;
ou 5 da DRC, em hemodiálise (HD) ou tratamento conservador, que preenchiam os critérios&#xD;
do Supportive and Palliative Care Indicators Tool (SPICT-BRTM). A intensidade dos sintomas&#xD;
foi avaliada pela escala Edmonton Symptom Assessment System (ESAS). Os resultados&#xD;
revelaram uma maioria no estágio 5 da DRC (94,2%) e em hemodiálise (92,8%). Houve&#xD;
vulnerabilidade socioeconômica, com cerca de 70% dos participantes apresentando baixa&#xD;
renda, mas com uma forte rede de apoio familiar (85%). As comorbidades mais prevalentes&#xD;
foram a hipertensão arterial sistêmica (73,9%) e o diabetes mellitus (27,5%). Em relação aos&#xD;
sintomas, a avaliação pela ESAS indicou uma elevada e interligada carga sintomática. Os&#xD;
sintomas mais prevalentes foram cansaço, ansiedade, e piora do bem-estar. Correlações&#xD;
significativas destacaram a complexidade do sofrimento, como a correlação moderada entre&#xD;
dor e cansaço (ρ = 0,34) e a forte correlação entre ansiedade e depressão (ρ = 0,53). Os&#xD;
achados laboratoriais evidenciaram uma função renal muito reduzida e a progressão de&#xD;
distúrbios metabólicos. Em pacientes com mais de cinco anos de HD, observou-se um&#xD;
aumento expressivo do paratormônio (PTH mediana de 829,5 pg/mL) e do fósforo.&#xD;
Notavelmente, a glicemia correlacionou-se positivamente com a intensidade do cansaço (ρ =&#xD;
0,25) e da ansiedade (ρ = 0,29), sugerindo que o manejo do diabetes mellitus pode atuar como&#xD;
uma medida paliativa. O estudo sintetiza que esses pacientes têm vulnerabilidade&#xD;
socioeconômica, enfrentando uma alta carga de sintomas interligados como cansaço e&#xD;
ansiedade. Achados destacam o descontrole do DMO e anemia e a correlação entre&#xD;
descontrole glicêmico e piora do cansaço/ansiedade. Diante disso, é urgente a humanização&#xD;
do cuidado, implementando rastreamento de sintomas e um cuidado nefropaliativo integrado&#xD;
para otimizar a qualidade de vida, abordar a dor total e garantir a dignidade do paciente.</description>
      <pubDate>Wed, 22 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/69992</guid>
      <dc:date>2026-07-22T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Perfil dos pacientes com doença renal crônica em tratamento não-dialítico por estágios da doença : estudo transversal</title>
      <link>http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/69962</link>
      <description>Title: Perfil dos pacientes com doença renal crônica em tratamento não-dialítico por estágios da doença : estudo transversal
Authors: SANTOS, Gabriel Vieira
Abstract: A doença renal crônica (DRC), definida como anormalidade estrutural ou funcional dos rins &#xD;
por mais de três meses, representa um importante problema de saúde pública devido à elevada &#xD;
prevalência, impacto socioeconômico e associação com múltiplas comorbidades. Considerando &#xD;
a relevância crescente da DRC e a predominância de diagnósticos realizados em fases &#xD;
avançadas, o presente estudo teve como objetivo: traçar o perfil dos pacientes com DRC de &#xD;
acordo com os estágios quanto às características sociodemográficas, etiologia e comorbidades, &#xD;
uso de antinflamatórios não esteroidais (AINES) e sintomas. Trata-se de estudo transversal e &#xD;
descritivo, realizado entre fevereiro e novembro de 2025, com análise de 201 prontuários de &#xD;
pacientes adultos com DRC (estágios G1 a G5ND), selecionados a partir de dados registrados &#xD;
em prontuários físicos e eletrônicos. As informações coletadas incluíram idade, sexo, raça, &#xD;
estadiamento, tempo de diagnóstico, etiologia, comorbidades, hábitos de vida e sintomas, sendo &#xD;
os dados analisados por estatística descritiva no SPSS. Observou-se predominância de pacientes &#xD;
em estágios avançados, especialmente G4 (52,74%) e G5ND (9,95%), com média etária entre &#xD;
52 e 65 anos e predomínio de indivíduos pardos em todos os estágios. A etiologia idiopática foi &#xD;
a mais frequente em toda a amostra, seguida de diabetes mellitus isolado ou associado à &#xD;
hipertensão arterial sistêmica, sobretudo a partir do estágio G3a. As comorbidades &#xD;
cardiovasculares e metabólicas aumentaram progressivamente com o avanço da doença, assim &#xD;
como o número de ex-tabagistas e ex-etilistas, enquanto o consumo atual de álcool e tabaco &#xD;
permaneceu baixo. O uso de AINEs foi relatado em todos os estágios, exceto G1, sendo mais &#xD;
frequente em G2 e G3b. Quanto aos sintomas, observou-se aumento progressivo da frequência &#xD;
de manifestações clínicas, sobretudo edema, dispneia e queixas inespecíficas, mais prevalentes &#xD;
nos estágios G4 e G5ND. O tempo de diagnóstico predominante entre 1 e 3 anos, mesmo entre &#xD;
pacientes em estágios avançados, sugere detecção tardia e encaminhamento tardio para &#xD;
acompanhamento nefrológico. Conclui-se que a população estudada apresenta perfil marcado &#xD;
por diagnóstico em fases avançadas, alta carga de comorbidades e predomínio de etiologia não &#xD;
especificada, indicando fragilidades no rastreio precoce e na identificação etiológica da DRC. &#xD;
Os achados reforçam a necessidade de estratégias mais efetivas de diagnóstico oportuno, &#xD;
educação para o uso seguro de AINEs, vigilância de sintomas e manejo integral, a fim de reduzir &#xD;
a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes em seguimento &#xD;
ambulatorial.</description>
      <pubDate>Wed, 01 Apr 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://repositorio.ufpe.br:80/handle/123456789/69962</guid>
      <dc:date>2026-04-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
  </channel>
</rss>

