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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55907

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dc.contributor.advisorSANTOS, Elisabeth Cavalcante dos-
dc.contributor.authorNASCIMENTO, Joalline Carla Alves do-
dc.date.accessioned2024-04-15T13:41:25Z-
dc.date.available2024-04-15T13:41:25Z-
dc.date.issued2024-02-27-
dc.identifier.citationNASCIMENTO, Joalline Carla Alves do. Mulheres em cena: uma análise interseccional das práticas de gênero em organizações de atuação jornalística de Caruaru-PE. 2024. Dissertação (Mestrado em Gestão, Inovação e Consumo) – Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2024.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55907-
dc.description.abstractDurante as minhas leituras para me aprofundar nas teorias que me guiaram nesta pesquisa, pude perceber que há uma lacuna interseccional quanto aos estudos das práticas organizativas de gênero que têm a interseccionalidade enquanto ferramenta teórico-metodológica. Isso porque, comumente, as mulheres não-brancas, com deficiência, de classe baixa, de corpo que foge do padrão hegemônico e que não seguem o padrão heterocisnormativo, são excluídas das pesquisas. Ao mesmo tempo, também identifiquei que há uma negligência das práticas de gênero nos Estudos Organizacionais (EOR). Desta forma, esta pesquisa teve como objetivo compreender como as práticas de gênero acontecem dentro de organizações de atuação jornalística de Caruaru-PE, a partir de uma análise interseccional das vivências de mulheres jornalistas/estudantes de jornalismo. Do ponto de vista teórico, recorri aos Estudos Baseados em Prática (EBP), sobretudo a partir de Theodore Schatzki; e aos estudos de gênero, com o foco voltado para as mulheres, principalmente levando em consideração as discussões de Judith Butler e Joan Scott. Quanto à metodologia adotada para a operacionalização desta pesquisa, ontologicamente, parti do ponto de que as práticas constituem a realidade social e, consequentemente, as organizações; epistemologicamente, recorri à perspectiva construtivista, com inspiração no pós-estruturalismo; o paradigma desta pesquisa é o interpretativista e também as teorias da prática, a partir de uma análise interseccional; adotei a abordagem metodológica qualitativa e de caráter exploratório, com a entrevista semiestruturada e em profundidade e o diário de campo como instrumentos de coleta; e, por fim, analisei os dados a partir da análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin. No total, entrevistei 17 mulheres. Como principais resultados, identifiquei 11 categorias de análise/elementos constituintes das práticas de gênero. Foram as/os seguintes: ingressar em área predominantemente masculina; hostilidade; microagressões; silenciamento e invisibilidade; assédio e objetificação; manipulação; sobrecarga; pagamento de salários diferentes; racismo; homofobia, bifobia e transfobia; e resistências. Concluo que contribuí com o preenchimento da lacuna interseccional e também com o fortalecimento da importância – e da necessidade – que as pesquisas sobre as práticas de gênero têm nos EOR, além de propor estudos futuros sobre a mesma temática, sobretudo com mulheres que possuam marcadores sociais da diferença menos privilegiados socialmente.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/*
dc.subjectGêneropt_BR
dc.subjectMulherespt_BR
dc.subjectInterseccionalidade (Sociologia)pt_BR
dc.subjectResistênciapt_BR
dc.subjectComportamento organizacionalpt_BR
dc.subjectMulheres e jornalismopt_BR
dc.titleMulheres em cena : uma análise interseccional das práticas de gênero em organizações de atuação jornalística de Caruaru-PEpt_BR
dc.typemasterThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2295461718442177pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.levelmestradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/4908041021886939pt_BR
dc.publisher.programPPrograma de Pós-Graduação em Gestão, Inovação e Consumopt_BR
dc.description.abstractxDuring my readings to delve deeper into the theories that guided me in this research, I realized that there is an intersectional gap in studies of gender organizing practices that use intersectionality as a theoretical-methodological tool. This is because non-white women, women with disabilities, women from lower classes, women with bodies that do not follow the hegemonic pattern and who do not follow the heterocisnormative pattern, are often excluded from academic research. At the same time, I also identified that there is a neglect of gender practices in Organizational Studies (OS). Thus, this research aimed to understand how gender practices take place within journalistic organizations in Caruaru-PE, based on an intersectional analysis of the experiences of women journalists/journalism students. From a theoretical point of view, I used Practice-Based Studies (PBS), especially from the point of view of Theodore Schatzki; and gender studies, with a focus on women, mainly considering the discussions of Judith Butler and Joan Scott. As for the methodology adopted to carry out this research, ontologically, I started from the point of view that practices constitute social reality and, consequently, organizations; epistemologically, I used the constructivist perspective, inspired by post-structuralism; the paradigm of this research is interpretivist and also theories of practice, based on an intersectional analysis; I adopted a qualitative methodological approach of an exploratory nature, with semi-structured, in-depth interviews and field diaries as collection tools; and finally, I analyzed the data using the content analysis proposed by Laurence Bardin. In total, I interviewed 17 women. As the main results, I identified 11 categories of analysis/elements that make up gender practices. They were as follows: entering a predominantly male area; hostility; microaggressions; silencing and invisibility; harassment and objectification; manipulation; overload; payment of different salaries; racism; homophobia, biphobia and transphobia; and resistance. I conclude that I have contributed to filling the intersectional gap and also to strengthening the importance - and need - for research into gender practices in EOR, as well as proposing future studies on the same subject, especially with women who have less socially privileged social markers of difference.pt_BR
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado – Gestão, Inovação e Consumo

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