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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67139
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Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | PAVÃO, Nara de Carvalho | - |
| dc.contributor.author | LIRA, Vanessa Horacio | - |
| dc.date.accessioned | 2025-12-12T12:41:37Z | - |
| dc.date.available | 2025-12-12T12:41:37Z | - |
| dc.date.issued | 2025-09-30 | - |
| dc.identifier.citation | LIRA, Vanessa Horacio. Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa?. 2025. Tese (Doutorado em Ciência Política) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67139 | - |
| dc.description.abstract | Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa? Por muito tempo predominou na literatura o consenso de que o público não tem interesse em política externa. Mas estudos recentes têm mostrado que os indivíduos possuem opinião sobre o tema e são influenciados pelas elites políticas ao formular suas preferências. O objetivo desta tese é testar os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa dos brasileiros. Com o aumento da polarizaçãoafetivaapartirde2018, naqualosindivíduostendemagostarcadavezmaisdogrupo do qual pertencem e adesgostar mais do grupo oposto, as elites políticas passaram a se apropriar mais de temas de política externa para mobilizar seus eleitores, enviando sinais para as massas. À medida que os indivíduos se polarizam afetivamente, utilizam esses sinais para formar suas preferências de política externa. Portanto, o argumento principal da tese é de que a polarização entre grupos políticos faz com que (1) os indivíduos expressem mais suas opiniões sobre política externa e (2) adotem posições mais fortes e menos ambíguas sobre temas dessa natureza. A pesquisa está desenhada a partir de duas estratégias. Na estratégia observacional utilizamos surveys do LAPOP (2006-2023), Latinobarômetro (2010-2023), Pew Research Center (2023) e do BAM (2010-2019) e identificamos que indivíduos mais polarizados, principalmente em relação a líderes políticos (Lula e Bolsonaro), estão positivamente associados a maior expressão e intensidade de opiniões. Em seguida, testamos as hipóteses em termos de causalidade a partir de um experimento randomizado pré-registrado, no qual ativamos a polarização afetiva através de um jogo de confiança. Os resultados mostraram que a polarização afetiva impacta significativamente as atitudes dos brasileiros em política externa. Os resultados do experimento indicam que a polarização afetiva opera como um mecanismo indireto, ao ampliar a disposição dos indivíduos para se engajarem em manifestações mais frequentes e intensas, mesmo quando os efeitos diretos sobre a expressão e a intensidade das atitudes se revelem limitados. Assim, a tese propõe-se a suprir uma lacuna na literatura ao demonstrar o papel da opinião pública como ator capazderefletireexpressarpreferências, elementofundamentalnasdemocracias, aomesmo tempo em que sustenta a polarização como variável explicativa crucial para a compreensão das atitudes individuais diante da política externa. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal de Pernambuco | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ | pt_BR |
| dc.subject | Atitudes de política externa | pt_BR |
| dc.subject | Polarização afetiva | pt_BR |
| dc.subject | Opinião pública | pt_BR |
| dc.subject | Elites políticas | pt_BR |
| dc.subject | Experimento de survey | pt_BR |
| dc.title | Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa? | pt_BR |
| dc.type | doctoralThesis | pt_BR |
| dc.contributor.authorLattes | http://lattes.cnpq.br/6140635670089223 | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPE | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.degree.level | doutorado | pt_BR |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/8039571346820037 | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pos Graduacao em Ciencia Politica | pt_BR |
| dc.description.abstractx | What are the effects of affective polarization on foreign policy attitudes? For a long time, the prevailing consensus in the literature held that the public had little or no interest in foreign policy. However, recent studies have shownthatindividuals do holdopinions oninternational affairs and that these opinions are influenced by political elites during the process of preference formation. The aim of this dissertation is to examine the effects of affective polarization on Brazilians’ foreign policy attitudes. Since 2018, affective polarization—whereby individuals increasingly favor their own political group while disliking the opposing one—has intensified. In this con text, political elites have increasingly appropriated foreign policy issues as tools to mobilize their supporters, sending cues to the masses. As individuals become more affectively polarized, they rely on these cues to shape their foreign policy preferences. The central argument of this dissertation is that polarization between political groups leads individuals to (1) express their opinions on foreign policy more frequently and (2) adopt stronger and less ambiguous positions on such issues. The research design relies on two complementary strategies. The observational strategy draws on survey data from LAPOP (2006–2023), Latinobarómetro (2010–2023), the PewResearchCenter(2023), andBAM(2010–2019). Theresultsshowthatmorepolarizedindi viduals—particularly those polarized toward political leaders such as Lula and Bolsonaro—are positively associated with greater expression and intensity of opinions. Next, we test the hy potheses in causal terms through a pre-registered randomized experiment, in which affective polarization was activated via a trust game. The findings demonstrate that affective polariza tion significantly shapes Brazilians’ attitudes toward foreign policy. The experimental results suggest that affective polarization operates as an indirect mechanism, by increasing individuals’ willingness to engage in more frequent and intense manifestations of opinion, even when the direct effects on expression and attitude intensity remain limited. Thus, this dissertation seeks to fill a gap in the literature by demonstrating the role of public opinion as an actor capable of reflecting and expressing preferences—a fundamental element in democratic systems—while also establishing polarization as a crucial explanatory variable for understanding individual attitudes toward foreign policy | pt_BR |
| Appears in Collections: | Teses de Doutorado - Ciência Política | |
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