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Campo DC Valor Lengua/Idioma
dc.contributor.advisorNAPOLEÃO, Thiago Henrique-
dc.contributor.authorLIRA, Cláudia Bernadete de Souza-
dc.date.accessioned2026-01-21T11:15:51Z-
dc.date.available2026-01-21T11:15:51Z-
dc.date.issued2025-10-06-
dc.identifier.citationLIRA, Cláudia Bernadete de Souza. Estudo neurofarmacológico da entrecasca de erythrina velutina (wild). (mulungu): uma análise experimental fundamentada no saber tradicional da Comunidade do Vale do Catimbau (Pernambuco, Brasil). 2025. Dissertação (Mestrado em Bioquímica e Fisiologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67749-
dc.description.abstractErythrina velutina Willd. (mulungu) é uma planta da Caatinga utilizada na medicina tradicional como calmante e ansiolítico. O presente estudo, desenvolvido no âmbito do projeto “Cartografia social e educação ambiental como aliadas da bioprospecção sustentável na Caatinga”, ligado ao Programa de Ações Estratégicas Transversais na Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco, visou reunir informações e produzir evidências científicas sobre os efeitos neurofarmacológicos dessa espécie, com foco em preparações próximas do uso tradicional. Foi realizada uma revisão sistemática sobre os efeitos neuroterapêuticos de E. velutina, destacando suas atividades ansiolítica, sedativa e antidepressiva. Contudo, a análise evidenciou lacunas na descrição da composição química e na avaliação de formas de preparo tradicionais. O estudo experimental avaliou a composição fitoquímica, a segurança e efeitos neuromoduladores de infusão (EvIN) e extrato aquoso (EvAE) da entrecasca de E. velutina. EvIN e EvAE foram avaliadas por cromatografia em camada delgada (CCD) e cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). A toxicidade in vitro (15,6 2.000 µg/mL) para células mononucleares de sangue periférico humano (PBMCs) e toxicidade oral aguda em camundongos Swiss (2000 mg/kg) foram determinadas. O efeito ansiolítico agudo de EvIN (50, 100 e 200 mg/kg) foi avaliado pelos testes de campo aberto (TCA) e de labirinto em cruz elevado (LCE), enquanto o efeito antidepressivo foi avaliado no teste de suspensão pela cauda (TSC). EvAE (50, 100 e 200 mg/kg) foi avaliado em modelo de parkinsonismo induzido por rotenona utilizando o TCA e os testes de reconhecimento de objetos (TRO) e do cilindro (TC). Na CCD, flavonoides e derivados cinâmicos foram detectados em EvIN enquanto açúcares redutores foram observados em EvIN e EvAE. A análise por CLAE revelou a presença dos flavonoides hesperidina e hesperetina em EvIN. EvIN e EvAE não foram citotóxicos para PBMCs e os camundongos não apresentaram sinais clínicos de toxicidade nem mortalidade. EvIN (50, 100 e 200 mg/kg) reduziu o número de rearings no TCA, porém não afetou o número de cruzamentos, bem como não alterou os parâmetros do LCE; esses resultados indicam efeito ansiolítico agudo, ainda que limitado. O TSC indicou ausência de efeito antidepressivo agudo. Os animais com parkinsonismo induzido por rotenona tratados concomitantemente com EvAE apresentaram maior número de cruzamentos (200 mg/kg) e menor número de paradas (50, 100 e 200mg/kg) no TCA, bem como melhora do indice discriminativo (50, 100 e 200 mg/kg) no TRO. Não houve alteração na atividade exploratória vertical no TC. Em conclusão, EvIN demonstrou efeito ansiolítico agudo, compatível com o uso popular do mulungu, enquanto EvAE foi capaz de preservar a função cognitiva e melhorar parcialmente parâmetros motores em modelo de parkinsonismo. Ambas as preparações apresentaram perfil de segurança favorável. Os resultados destacam o potencial terapêutico de E. velutina e estimulam a realização de estudos subagudos, subcrônicos e crônicos a fim de ampliar sua relevância para a bioprospecção de compostos naturais com ação sobre o sistema nervoso central. Ainda, os resultados contribuem para a valorização científica de saberes populares associados ao uso de plantas medicinais da Caatinga.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsembargoedAccesspt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_BR
dc.subjectErythrina velutinapt_BR
dc.subjectNeurofarmacologiapt_BR
dc.subjectInfusãopt_BR
dc.subjectParkinsonpt_BR
dc.subjectPlantas medicinaispt_BR
dc.subjectAnsiedadept_BR
dc.titleEstudo Neurofarmacológico da Entrecasca de Erythrina Velutina (wild). (mulungu): Uma Análise Experimental Fundamentada no Saber Tradicional da Comunidade do Vale do Catimbau (Pernambuco, Brasil)pt_BR
dc.typemasterThesispt_BR
dc.contributor.advisor-coPATRIOTA, Leydianne Leite de Siqueira-
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9650671646440950pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.levelmestradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/0869167120016962pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pos Graduacao em Bioquimica e Fisiologiapt_BR
dc.description.abstractxErythrina velutina Willd. (mulungu) is a plant from the Caatinga biome used in traditional medicine as a calming and anxiolytic agent. The present study, developed within the scope of the project "Social mapping and environmental education as allies of sustainable bioprospecting in the Caatinga," linked to the Program of Transversal Strategic Actions in Graduate Studies at the Federal University of Pernambuco, aimed to gather information and produce scientific evidence about the neuropharmacological effects of this species, focusing on preparations close to traditional use. A systematic review was conducted on the neurotherapeutic effects of E. velutina, highlighting its anxiolytic, sedative, and antidepressant activities. However, the analysis revealed gaps in the description of chemical composition and in the evaluation of traditional preparation methods. The experimental study evaluated the phytochemical composition, safety, and neuromodulatory effects of infusion (EvIN) and aqueous extract (EvAE) from the E. velutina bark. EvIN and EvAE were assessed by thin-layer chromatography (TLC) and high-performance liquid chromatography (HPLC). In vitro toxicity (15.6–2,000 µg/mL) was determined for human peripheral blood mononuclear cells (PBMCs), and acute oral toxicity in Swiss mice (2000 mg/kg) was also evaluated. The acute anxiolytic effect of EvIN (50, 100, and 200 mg/kg) was evaluated using the open field test (OFT) and the elevated plus maze test (EPM), while the antidepressant effect was assessed by the tail suspension test (TST). EvAE (50, 100, and 200 mg/kg) was evaluated in a rotenone-induced parkinsonism model using the OFT, object recognition test (ORT), and cylinder test (CT). TLC detected flavonoids and cinnamic acid derivatives in EvIN, while reducing sugars were observed in both EvIN and EvAE. HPLC analysis revealed the presence of the flavonoids hesperidin and hesperetin in EvIN. EvIN and EvAE were not cytotoxic to PBMCs, and mice showed no clinical signs of toxicity or mortality. EvIN (50, 100, and 200 mg/kg) reduced the number of rearings in the OFT but did not affect the number of crossings or alter parameters in the EPM; these results indicate a limited acute anxiolytic effect. The TST indicated no acute antidepressant effect. Animals with rotenone-induced parkinsonism treated concomitantly with EvAE showed an increased number of crossings (200 mg/kg) and a decreased number of stops (50, 100, and 200 mg/kg) in the OFT, as well as improvement in the discrimination index (50, 100, and 200 mg/kg) in the ORT. No changes were observed in vertical exploratory activity in the CT. In conclusion, EvIN demonstrated an acute anxiolytic effect consistent with the popular use of mulungu, while EvAE was able to preserve cognitive function and partially improve motor parameters in a parkinsonism model. Both preparations exhibited a favorable safety profile. The results highlight the therapeutic potential of E. velutina and encourage the conduction of subacute, subchronic, and chronic studies in order to expand its relevance for the bioprospection of natural compounds acting on the central nervous system. Additionally, the results contribute to the scientific appreciation of popular knowledge associated with the use of medicinal plants from the Caatinga.pt_BR
dc.contributor.advisor-coLatteshttp://lattes.cnpq.br/4378076001644297pt_BR
dc.contributor.authorORCIDhttps://orcid.org/0009-0005-3306-059Xpt_BR
dc.contributor.advisorORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-0065-2602pt_BR
dc.contributor.advisor-coORCIDhttps://orcid.org/0000-0003-4600-6136pt_BR
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Bioquímica e Fisiologia

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