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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67297
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Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | PEREIRA, Evelyne Medeiros | - |
| dc.contributor.author | SANTOS, Ana Beatriz Bandeira dos | - |
| dc.date.accessioned | 2025-12-19T13:14:55Z | - |
| dc.date.available | 2025-12-19T13:14:55Z | - |
| dc.date.issued | 2025-02-24 | - |
| dc.identifier.citation | SANTOS, Ana Beatriz Bandeira dos. O trabalho das mulheres mediado pelas tecnologias da informação e comunicação: tendências e configurações na atualidade do capitalismo brasileiro. 2025. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67297 | - |
| dc.description.abstract | Esta dissertação tem como objetivo analisar as tendências e configurações do trabalho das mulheres no Brasil, mediado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), no contexto das transformações impostas pela crise do capitalismo contemporâneo. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica e documental baseada em dados secundários. Ancorada na teoria social crítica, fundamentamo-nos nas obras de Marx e de autores/as marxistas, além de nos apoiarmos na elaboração teórica e metodológica desenvolvida no campo do feminismo marxista. Esse arcabouço teórico-metodológico permite apreender as transformações contemporâneas da dinâmica capitalista em crise e suas implicações no trabalho das mulheres. A investigação examina, inicialmente, as reconfigurações das esferas de produção e reprodução social a partir da crise do capital na década de 1970. Esse período foi marcado pela privatização de serviços sociais públicos, que transferiu responsabilidades para as famílias, intensificando a apropriação do trabalho das mulheres. Além disso, destacaram-se fenômenos como a feminização do trabalho e a precarização das condições e relações laborais, ambos elementos centrais para compreender o papel do trabalho das mulheres no capitalismo contemporâneo. Em seguida, o estudo analisa as dinâmicas de reestruturação produtiva que emergiram após a crise de 2008, aprofundadas pela pandemia de Covid-19. Nesse contexto, as TICs desempenharam um papel central na intensificação da exploração do trabalho das mulheres, especialmente em modalidades como o trabalho em Home Office e nas plataformas digitais. Esses arranjos laborais evidenciaram a sobreposição das esferas produtiva e reprodutiva, demonstrando uma interdependência que o capital historicamente tentou dissimular, mas que agora se torna cada vez mais evidente. A emergência das tecnologias associadas à Indústria 4.0 dissolveu as fronteiras entre trabalho produtivo e reprodutivo, transformando o espaço doméstico em um ambiente de produção e reprodução simultâneas. O trabalho em home office, por exemplo, eliminou os "poros do trabalho", permitindo uma apropriação intensificada do tempo das mulheres, que passaram a exercer, de maneira concomitante, funções produtivas e reprodutivas. Nessa esteira, partimos do pressuposto de que a precarização contemporânea se apoia em formas históricas do capitalismo, como exemplificado no trabalho uberizado, que reproduz condições tradicionalmente impostas às mulheres da classe trabalhadora. A argumentação central é que as “novas” formas de trabalho estão profundamente associadas ao que antes era considerado “trabalho de mulher” no âmbito doméstico, mas agora aplicados de forma universalizada e marcados pela progressiva intensificação da exploração. Dessa forma, buscamos apontar que, embora o trabalho das mulheres seja essencial para a reprodução do capital, ele permanece subvalorizado e subordinado a uma ordem social sustentada pela mercantilização dos serviços de cuidado e pela apropriação não remunerada do trabalho reprodutivo. Por fim, a pesquisa aponta como as TICs encontram terreno fértil nas contradições de uma economia dependente, ampliando desigualdades e direcionando os empregos mais precarizados para os segmentos mais marginalizados da sociedade. Desse modo, ao investigar as tendências mais gerais de intensificação da precarização e exploração do trabalho no capitalismo contemporâneo, esta dissertação demonstra como as condições históricas do capitalismo dependente moldam as configurações específicas do trabalho das mulheres no Brasil. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal de Pernambuco | pt_BR |
| dc.rights | openAccess | pt_BR |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ | pt_BR |
| dc.subject | Tecnologias da Informação e Comunicação | pt_BR |
| dc.subject | Reestruturação produtiva | pt_BR |
| dc.subject | Trabalho das mulheres | pt_BR |
| dc.title | O trabalho das mulheres mediado pelas tecnologias da informação e comunicação: tendências e configurações na atualidade do capitalismo brasileiro | pt_BR |
| dc.type | masterThesis | pt_BR |
| dc.contributor.authorLattes | http://lattes.cnpq.br/3223672281811912 | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPE | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.degree.level | mestrado | pt_BR |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/1152297037200773 | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pos Graduacao em Servico Social | pt_BR |
| dc.description.abstractx | This dissertation aims to analyze the trends and configurations of women's work in Brazil, mediated by Information and Communication Technologies (ICTs), in the context of the transformations imposed by the crisis of contemporary capitalism. To achieve this, we conducted a bibliographic and documentary research based on secondary data. Anchored in critical social theory, we draw on the works of Marx and Marxist authors, as well as relying on the theoretical and methodological framework developed in the field of Marxist feminism. This theoretical-methodological framework allows for an understanding of the contemporary transformations of the capitalist dynamics in crisis and their implications for women's work. The investigation initially examines the reconfigurations of the spheres of production and social reproduction stemming from the capital crisis in the 1970s. This period was marked by the privatization of public social services, which transferred responsibilities to families, intensifying the appropriation of women's labor. Additionally, phenomena such as the feminization of labor and the precarization of working conditions emerged, both of which are central elements for understanding the role of women's work in contemporary capitalism. Subsequently, the study analyzes the dynamics of productive restructuring that emerged after the 2008 crisis, which were deepened by the Covid-19 pandemic. In this context, ICTs have played a central role in intensifying the exploitation of women's labor, especially in modalities such as remote work and digital platforms. These labor arrangements have highlighted the overlap between productive and reproductive spheres, demonstrating an interdependence that capital has historically tried to obscure, but which is now becoming increasingly evident. The emergence of technologies associated with Industry 4.0 has dissolved the boundaries between productive and reproductive work, transforming the domestic space into an environment of simultaneous production and reproduction. Remote work, for example, has eliminated the "pores of work," allowing for an intensified appropriation of women's time, as they have begun to perform productive and reproductive functions concurrently. In this vein, we assume that contemporary precariousness is supported by historical forms of capitalism, as exemplified in gig work, which reproduces conditions traditionally imposed on working-class women. The central argument is that the "new" forms of work are deeply associated with what was previously considered "women's work" in the domestic sphere, but are now applied universally and marked by the progressive intensification of exploitation. In this way, we aim to highlight that, although women's work is essential for the reproduction of capital, it remains undervalued and subordinated to a social order sustained by the commodification of care services and the unpaid appropriation of reproductive labor. Finally, the research points out how ICTs find fertile ground in the contradictions of a dependent economy, amplifying inequalities and directing the most precarious jobs toward the most marginalized segments of society. Thus, by investigating the broader trends of intensification of precariousness and exploitation of labor in contemporary capitalism, this dissertation demonstrates how the historical conditions of dependent capitalism shape the specific configurations of women's work in Brazil. | pt_BR |
| Appears in Collections: | Dissertações de Mestrado - Serviço Social | |
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|---|---|---|---|---|
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