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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67297
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| Título : | O trabalho das mulheres mediado pelas tecnologias da informação e comunicação: tendências e configurações na atualidade do capitalismo brasileiro |
| Autor : | SANTOS, Ana Beatriz Bandeira dos |
| Palabras clave : | Tecnologias da Informação e Comunicação; Reestruturação produtiva; Trabalho das mulheres |
| Fecha de publicación : | 24-feb-2025 |
| Editorial : | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citación : | SANTOS, Ana Beatriz Bandeira dos. O trabalho das mulheres mediado pelas tecnologias da informação e comunicação: tendências e configurações na atualidade do capitalismo brasileiro. 2025. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Resumen : | Esta dissertação tem como objetivo analisar as tendências e configurações do trabalho das mulheres no Brasil, mediado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), no contexto das transformações impostas pela crise do capitalismo contemporâneo. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica e documental baseada em dados secundários. Ancorada na teoria social crítica, fundamentamo-nos nas obras de Marx e de autores/as marxistas, além de nos apoiarmos na elaboração teórica e metodológica desenvolvida no campo do feminismo marxista. Esse arcabouço teórico-metodológico permite apreender as transformações contemporâneas da dinâmica capitalista em crise e suas implicações no trabalho das mulheres. A investigação examina, inicialmente, as reconfigurações das esferas de produção e reprodução social a partir da crise do capital na década de 1970. Esse período foi marcado pela privatização de serviços sociais públicos, que transferiu responsabilidades para as famílias, intensificando a apropriação do trabalho das mulheres. Além disso, destacaram-se fenômenos como a feminização do trabalho e a precarização das condições e relações laborais, ambos elementos centrais para compreender o papel do trabalho das mulheres no capitalismo contemporâneo. Em seguida, o estudo analisa as dinâmicas de reestruturação produtiva que emergiram após a crise de 2008, aprofundadas pela pandemia de Covid-19. Nesse contexto, as TICs desempenharam um papel central na intensificação da exploração do trabalho das mulheres, especialmente em modalidades como o trabalho em Home Office e nas plataformas digitais. Esses arranjos laborais evidenciaram a sobreposição das esferas produtiva e reprodutiva, demonstrando uma interdependência que o capital historicamente tentou dissimular, mas que agora se torna cada vez mais evidente. A emergência das tecnologias associadas à Indústria 4.0 dissolveu as fronteiras entre trabalho produtivo e reprodutivo, transformando o espaço doméstico em um ambiente de produção e reprodução simultâneas. O trabalho em home office, por exemplo, eliminou os "poros do trabalho", permitindo uma apropriação intensificada do tempo das mulheres, que passaram a exercer, de maneira concomitante, funções produtivas e reprodutivas. Nessa esteira, partimos do pressuposto de que a precarização contemporânea se apoia em formas históricas do capitalismo, como exemplificado no trabalho uberizado, que reproduz condições tradicionalmente impostas às mulheres da classe trabalhadora. A argumentação central é que as “novas” formas de trabalho estão profundamente associadas ao que antes era considerado “trabalho de mulher” no âmbito doméstico, mas agora aplicados de forma universalizada e marcados pela progressiva intensificação da exploração. Dessa forma, buscamos apontar que, embora o trabalho das mulheres seja essencial para a reprodução do capital, ele permanece subvalorizado e subordinado a uma ordem social sustentada pela mercantilização dos serviços de cuidado e pela apropriação não remunerada do trabalho reprodutivo. Por fim, a pesquisa aponta como as TICs encontram terreno fértil nas contradições de uma economia dependente, ampliando desigualdades e direcionando os empregos mais precarizados para os segmentos mais marginalizados da sociedade. Desse modo, ao investigar as tendências mais gerais de intensificação da precarização e exploração do trabalho no capitalismo contemporâneo, esta dissertação demonstra como as condições históricas do capitalismo dependente moldam as configurações específicas do trabalho das mulheres no Brasil. |
| URI : | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67297 |
| Aparece en las colecciones: | Dissertações de Mestrado - Serviço Social |
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