Skip navigation
Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67298

Share on

Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.contributor.advisorARCOVERDE, Ana Cristina Brito-
dc.contributor.authorLÔBO, Thais de Albuquerque Maranhão-
dc.date.accessioned2025-12-19T13:17:12Z-
dc.date.available2025-12-19T13:17:12Z-
dc.date.issued2025-07-04-
dc.identifier.citationLÔBO, Thais de Albuquerque Maranhão. Pacto pela vida: uma análise crítica das estratégias e mecanismos de enfrentamento à violência em Pernambuco (2007 - 2022). 2025. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67298-
dc.description.abstractO objetivo do presente estudo é analisar, criticamente, a pertinência das estratégias e dos mecanismos utilizados pelo Programa Pacto Pela Vida para reduzir a violência em Pernambuco, entre os anos de 2007 e 2022. Criado em 2007, ainda no início da primeira gestão de Eduardo Campos à frente do governo do estado, o Pacto Pela Vida surgiu como uma resposta do poder público à conjuntura de intensificação da violência e expansão da criminalidade. Considerada a primeira Política de Segurança Pública de Pernambuco, o programa tinha por objetivo reduzir os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), obtendo relativo êxito na diminuição da violência homicida entre os anos de 2007 a 2014. Contudo, o que pareceu funcionar ao longo dos primeiros anos de execução do programa resultou numa nova escalada da violência no estado, questionando a eficácia do Pacto Pela Vida. Nesse sentido, tornou-se fundamental retomar o olhar das investigações para o processo de estruturação do programa visando compreender, primeiramente, quais estratégias e mecanismos nortearam as ações do Pacto Pela Vida e, assim, analisar se tais ferramentas eram pertinentes para reduzir a violência no estado. Valendo-se da teoria social crítica, o estudo realizou uma pesquisa documental de natureza exploratória, analisando o Plano Estadual de Segurança Pública de Pernambuco e outras trinta e três legislações concernentes ao Pacto Pela Vida, além de vasto material estatístico presente nos Anuários Brasileiros de Segurança Pública. A análise e interpretação dos dados permitiram assimilar que as estratégias e os mecanismos utilizados pelo programa seguiam determinadas tendências ao longo de sua existência: I) 2007 à 2010: as ações eram voltadas para o combate à violência homicida, ou seja, para a diminuição dos CVLIs; II) 2011 à 2014: as ações tiveram como foco o enfrentamento ao tráfico de drogas; III) 2015 à 2018: as ações eram orientadas à repressão de pequenos delitos; IV) 2019 à 2022: as atividades focaram na prevenção/antecipação dos crimes, mediante o fortalecimento de abordagens policiais e pela presença dos agentes de Segurança Pública nos territórios mais violentos. Assim, o balanço dos dezesseis anos de execução do Pacto Pela Vida demonstra que o conjunto de estratégias e mecanismos do programa não foi pertinente para reduzir a violência no estado. Pelo contrário, os índices revelam que não somente a violência retomou o processo de escalada, como as ações de orientação policial-punitiva, promovidas pelo Pacto Pela Vida, contribuíram para o aumento da superpopulação carcerária e a expansão da letalidade policial em Pernambuco. Desse modo, apesar de aludir a uma perspectiva cidadã, o programa reproduz, sob novas roupagens, os mesmos modelos de repressão presentes na história da formação social brasileira, personificando a perspectiva conservadora e tradicional da Segurança Pública e instrumentalizando a violência para garantir a ordem e supostamente diminuir a insegurança social na realidade.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_BR
dc.subjectPolítica de segurança públicapt_BR
dc.subjectPacto pela vidapt_BR
dc.subjectViolênciapt_BR
dc.subjectPernambucopt_BR
dc.titlePacto pela vida: uma análise crítica das estratégias e mecanismos de enfrentamento à violência em Pernambuco (2007 - 2022)pt_BR
dc.typemasterThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5737897828383864pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.levelmestradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2259642295478225pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pos Graduacao em Servico Socialpt_BR
dc.description.abstractxThe objective of this study is to critically analyze the relevance of the strategies and mechanisms used by the Pacto Pela Vida (Pact for Life) program to reduce violence in the state of Pernambuco between the years 2007 and 2022. Created in 2007, during the first term of Eduardo Campos as governor, Pacto Pela Vida emerged as a public response to the intensification of violence and the expansion of criminality. Considered the first official Public Security Policy in Pernambuco, the program aimed to reduce Intentional Lethal Violent Crimes (CVLIs), achieving relative success in lowering homicide rates between 2007 and 2014. However, what seemed effective in the early years of implementation ultimately gave way to a renewed surge in violence in the state, raising questions about the program's actual effectiveness. In this sense, it became essential to examine the structuring process of the program in order to understand which strategies and mechanisms guided its actions, and whether they were indeed relevant to reducing violence in the state. Based on critical social theory, this study conducted an exploratory documentary research, analyzing the Pernambuco State Public Security Plan and thirty-three other legal instruments related to the Pacto Pela Vida, in addition to extensive statistical data from the Brazilian Public Security Yearbooks. The analysis and interpretation of the data revealed that the strategies and mechanisms adopted by the program followed certain trends: I) 2007–2010: focus on reducing CVLIs; II) 2011–2014: focus on combating drug trafficking; III) 2015–2018: focus on the repression of petty crimes; IV) 2019–2022: focus on prevention/anticipation of crimes, through strengthened policing and presence in violent territories. Therefore, the sixteen-year balance of the program shows that its strategies were not effective in reducing violence. On the contrary, violence surged again, while punitive-policing measures promoted by the program contributed to prison overpopulation and increased police lethality in Pernambuco. Thus, although the program refers to a citizen-centered perspective, it ultimately reproduces, under new guises, the same repressive models historically present in the Brazilian social formation, embodying a conservative and traditional approach to public security and instrumentalizing violence to maintain order and supposedly reduce social insecurity.pt_BR
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Serviço Social

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
DISSERTAÇÃO Thais de Albuquerque Maranhao Lobo.pdf4.91 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


This item is protected by original copyright



This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons