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Título : A não identificação dos discentes no processo educativo: quando a experiência (des)constrói a subjetividade.
Autor : BORGES, Mariana Moura
Palabras clave : Evasão; Filosofia da Diferença; Formação Docente; Pertencimento; Subjetividade
Fecha de publicación : 4-dic-2025
Citación : BORGES, Mariana Moura. A não identificação dos discentes no processo educativo: quando a experiência (des)constrói a subjetividade. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Matemática-Licenciatura) - Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2025.
Resumen : Historicamente, a formação acadêmica tem sido guiada por uma lógica homogênea, que ainda espera dos estudantes a adaptação a um modelo idealizado de sucesso e permanência. A Filosofia da Diferença, proposta por Gilles Deleuze, desloca essa visão ao compreender o sujeito como devir, um ser em constante construção, atravessado por experiências, afetos e relações. Nesse contexto, o presente Trabalho de Conclusão de Curso teve como objetivo investigar de que modo as experiências formativas vivenciadas pelos estudantes ao longo do curso de Matemática-Licenciatura da UFPE influenciam sua identificação, ou não, com o curso. O problema de pesquisa que orientou esta investigação foi: De que modo as experiências vividas pelos estudantes do curso de Matemática-Licenciatura da UFPE influenciam sua identificação, ou não, com o curso? Tal questionamento parte da percepção de que os índices de evasão e a não identificação discente não decorrem apenas da falta de interesse ou vocação, mas se relacionam a fatores estruturais, pedagógicos e simbólicos presentes na formação docente. A relevância deste estudo reside, portanto, na necessidade de compreender a formação universitária para além dos indicadores quantitativos, valorizando a dimensão subjetiva e afetiva que perpassa a trajetória dos estudantes, especialmente em cursos de licenciatura, historicamente marcados pela desvalorização profissional e pela ausência de espaços de escuta e acolhimento. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi desenvolvida com 10 estudantes do curso de Licenciatura em Matemática da UFPE/CAA, selecionados de forma intencional em função da relevância de suas trajetórias para o objeto de estudo. O instrumento de produção dos dados consistiu em um questionário com oito questões abertas, aplicado presencialmente, que buscou explorar as expectativas, experiências, dificuldades e sentimentos de pertencimento dos participantes. As respostas foram analisadas à luz de referenciais teóricos como Bauman (2005), Foucault (2006), Deleuze e Guattari (1995) e Larrosa (2002), permitindo compreender como as vivências acadêmicas, institucionais e subjetivas atravessam o processo formativo. As análises revelaram que a não identificação discente não está vinculada unicamente à falta de engajamento, mas se relaciona à ausência de acolhimento, à rigidez curricular e à invisibilização das trajetórias singulares. Por outro lado, o sentimento de pertencimento emerge como elemento central para a permanência e para a construção de uma relação mais sensível e afetiva com a docência. Conclui-se que repensar a formação docente implica reconhecer a diversidade de experiências, promover práticas institucionais de cuidado e escuta, e construir uma universidade que acolha o estudante em sua inteireza, tornando o espaço acadêmico um território de afetos, criação e devir.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67383
Aparece en las colecciones: TCC - Matemática - Licenciatura

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