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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67771
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| Title: | Sobre a hipótese do gênio maligno semântico: é possível radicalizar (ainda mais) a dúvida radical? |
| Authors: | SARABIA, Bruno Luize Oliveira |
| Keywords: | Descartes; Ceticismo radical; Sobre a certeza; Wittgenstein; Gênio maligno semântico |
| Issue Date: | 5-Sep-2025 |
| Citation: | SARABIA, Bruno Luize Oliveira. Sobre a hipótese do gênio maligno semântico: é possível radicalizar (ainda mais) a dúvida radical?. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Filosofia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Abstract: | Descartes em suas Meditações Metafísicas (1641) popularizou o ceticismo radical enquanto um passo metodológico em prol de uma argumentação anti-cética subsequente. Para tanto e de modo propedêutico, apresentou o argumento contra os sentidos, o argumento do sonho e o argumento hipótese do gênio maligno com o fito de hiperbolizar a dúvida. Depois, refutou detidamente cada um desses argumentos. Todavia, defendemos haver um impasse insolúvel entre o cético e o anti-cético dado que a estratégia de refutação, como a de Descartes, parece insistir no operador “eu sei que …” quando “eu tenho certeza que …” seria o mais adequado para superar preocupações céticas exageradas. Por isso, acreditamos que o Sobre a Certeza (1969) de Wittgenstein pode ser pensado como uma alternativa de estratégia anti-cética que evita esse problema da abordagem de refutação. Além disso, Wittgenstein pode nos ajudar a repensar a própria noção de um ceticismo radical ao analisar nossos jogos de linguagem epistêmicos com o operador “eu duvido que …”. Ademais, propomos uma possível via de radicalização da dúvida radical, a partir de Wittgenstein, pois não acreditamos, assim como Porchat (2003) o fez, que essa dúvida cartesiana tenha alcançado o grau de radicalidade a que originalmente se propôs. Ou seja, valendo-se da terminologia wittgensteiniana, o jogo de linguagem do duvidar radical, pensado a partir das ideias de Descartes poderia ser ainda mais radical (o que chamaremos de jogo de linguagem do duvidar radicalmente radical). Tendo estas questões em conta, desenvolveremos o presente trabalho em duas etapas: I) motivação do debate pela exposição dos argumentos céticos radicais cartesianos e do seu anti-ceticismo posterior. II) apresentação do jogo de linguagem do duvidar com ênfase nas suas regras constitutivas segundo Coliva (2010) para traçar implicações anti-céticas ao lançar duas perguntas-norteadoras: i) em que medida a dúvida radical faz sentido? ii) se a dúvida radical fizer sentido, então ela poderia ser ainda mais radical? E responderemos a estas perguntas mediante observações próprias à hinge epistemology (epistemologia das dobradiças) e uma interpretação semântica do gênio maligno cartesiano. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67771 |
| Appears in Collections: | (TCC) - Filosofia (Bacharelado) |
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