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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67828
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| Título: | Insurgências do tempo: o cotidiano como potência revolucionária para pensar uma escola menor |
| Autor(es): | ARAÚJO, Dalila Otilia Sales Santos de |
| Palavras-chave: | Gestão escolar; Políticas de accountability; Tempo duração; Escola maior-menor; Cotidiano |
| Data do documento: | 17-Dez-2025 |
| Editor: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citação: | ARAÚJO, Dalila Otilia Sales Santos de. Insurgências do tempo: o cotidiano como potência revolucionária para pensar uma escola menor. 2025. Dissertação (Mestrado em Educação Contemporânea) - Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2025. |
| Abstract: | A pesquisa se desenha entre os tempos vividos no/com cotidiano da escola e emergiu do interesse pelas políticas de accountability na educação, que operam como agenciamentos modulando ritmos, organizando corpos e produzindo diferentes mecanismos de captura do tempo na docência. Para tal, o campo problemático da pesquisa tem no tempo um operador de tensão, configurado entre o cronos, que organiza, separa e distribui atividades escolares, e a duração (Bergson, 2022), que acontece como tempo inventivo. Em nosso trajeto ampliado, buscamos cartografar os movimentos de insurgência que emergem da criação de temporalidades em meio às relações e cruzamentos entre as políticas molares e moleculares. Traçamos, assim, trajetos menores para observar os movimentos e encontros que acontecem nos entre lugares, nos intervalos recorrentes entre um tempo e outro; acompanhar os movimentos da gestão em relação ao gerenciamento e captura do tempo, atravessados pela accountability; mapear os efeitos da tentativa de controle e captura do tempo em relação à equipe gestora; perceber as temporalidades que acontecem no cotidiano da escola e seus atravessamentos na/para a equipe gestora. Tomamos a filosofia da diferença como modo de viver, afetar e ser afetado, para perceber como os tempos são experimentados e vividos no/com o cotidiano da escola. Trata-se de uma cartografia rizomática, desenvolvida junto à equipe gestora de uma EREM, localizada no município de Belo Jardim, na qual cartografamos os movimentos e temporalidades utilizando como ferramentas de produção de dados, a escrita narrativa, o diário de campo e as redes de conversações (Ferraço, 2012; 2023b). Em nossos movimentos, percebemos os efeitos da operacionalização das políticas na escola maior, de modo que as demandas intensas de trabalho, prestação de contas, monitoramento e inserção de dados compõem um sistema de controle que reverbera no roubo do tempo. O medo de errar e o cuidado com os dados intensificam o uso do cronos, implicando o endividamento de si, mas também o cuidado com o outro. Notamos um cotidiano vivo, atravessado por diferentes forças e temporalidades que coexistem e podem ser experimentadas de maneiras distintas. Nesse tensionamento entre o tempo da medida e o tempo inventivo, mobilizamos a noção de escola menor (Deleuze; Guattari, 2023), que emerge como força inventiva capaz de criar desvios na dureza das rotinas e agenciamentos políticos, insurgindo e produzindo modos outros de viver e experimentar o tempo. A escola menor acontece como potência revolucionária que insurge no/com cotidiano, onde forças molares, moleculares operam simultaneamente, produzindo brechas e insurgências no tempo. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67828 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações de Mestrado - Educação Contemporânea / CAA |
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