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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67909
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| Title: | O canto da Cotovia: a negação da morte e a mentira vital |
| Authors: | Batista, Thalita Gomes Pereira |
| Keywords: | Artes Visuais; Artes contemporânea; Morte na arte; Negação da morte; Ernest Becker; Processos criativos artísticos |
| Issue Date: | 17-Dec-2025 |
| Citation: | BATISTA, Thalita Gomes Pereira. O canto da Cotovia: a negação da morte e a mentira vital. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Artes Visuais Licenciatura) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Abstract: | Esta pesquisa analisa O Canto da Cotovia, instalação artística concebida a partir de experiências pessoais de luto e fundamentada em referenciais teóricos multidisciplinares sobre a morte, a finitude e a construção da identidade humana. A obra emerge como resposta sensível ao silenciamento contemporâneo da morte, intensificado por transformações culturais, práticas sociais e episódios coletivos, como a pandemia de Covid-19. A partir das contribuições de Philippe Ariès, Paula e Souza e outros autores que abordam o tabu da morte na sociedade ocidental, o estudo contextualiza a perda como experiência fundamental à formação do sujeito e como elemento cada vez mais afastado das vivências sociais. O eixo teórico central apoia se em Ernest Becker e em sua noção de negação da morte, explorando conceitos como mentira vital, sistemas de heroísmo, narcisismo simbólico e os mecanismos psíquicos que sustentam a ilusão de permanência. Esses referenciais dialogam diretamente com a estética da obra, que incorpora imagens, sons e símbolos para revelar a tensão entre o desejo humano de transcendência e a certeza de sua limitação ontológica. Nesse contexto, a figura da Cotovia (inicialmente surgida de modo intuitivo no fazer artístico) é ressignificada como mediadora entre vida e morte, memória e esquecimento, expressando no canto fragmentado da instalação a travessia possível diante do indizível. O trabalho também descreve, com o máximo de fidelidade possível, o processo criativo desenvolvido no Ateliê de Gravura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e posteriormente ampliado com o apoio da Bolsa de Incentivo à Criação Cultural (BICC), que exalta o papel da técnica, da experimentação e da subjetividade artística na construção de um espaço imersivo de reflexão. A instalação, concebida como uma “casa” simbólica, reúne gravuras que representam excessos de vida e de morte, máscaras identitárias e criaturas híbridas que corporificam a fragilidade humana e denunciam os artifícios que utilizamos para nos afastar da consciência da finitude. Ao relacionar teoria e prática, o trabalho demonstra que O Canto da Cotovia é uma obra aberta, que convida o espectador a confrontar suas próprias convicções existenciais, desestabilizando as defesas que sustentam a negação da morte. Assim, vê-se que falar de morte é, necessariamente, falar de vida; e que a arte, ao criar espaços de suspensão e escuta, pode restituir à finitude seu papel essencial na construção do sentido e da verdade de cada sujeito. O trabalho reafirma, assim, a necessidade de recolocar a morte no campo da experiência humana, reconhecendo que somente ao encará-la é possível viver de modo mais lúcido e integral. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67909 |
| Appears in Collections: | (TCC) - Artes Visuais - Licenciatura |
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