Skip navigation
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18652

Compartilhe esta página

Título: Alinhamento de cabeça e tronco de pré-escolares com paralisia cerebral durante o posicionamento para alimentação: associação com dificuldades alimentares
Autor(es): MELO, Juliana Bastos Marinho de
Palavras-chave: Paralisia cerebral. Transtornos da alimentação e da ingestão de alimentos. Refluxo gastroesofágico. Postura.; Cerebral palsy. Feeding and eating disorders. Gastroesophageal reflux. Posture.
Data do documento: 27-Jul-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: Objetivo: Avaliar a associação entre alterações do alinhamento de cabeça e tronco durante o posicionamento para a alimentação e a presença de dificuldade alimentar, vômitos e infecções respiratórias em pré-escolares com paralisia cerebral. Métodos: Foram incluídas 70 crianças com paralisia cerebral de dois a sete anos, com grau de função motora grossa de III a V, acompanhadas em dois serviços de referência para dificuldades alimentares e reabilitação, entre abril de 2015 a fevereiro de 2016. Foi aplicado formulário, registrando características sociodemográficas, a ocorrência de regurgitação durante a dieta, a percepção do cuidador do quanto de dificuldade a criança apresenta para comer, o tempo gasto na alimentação, o estresse do cuidador e da criança durante a refeição, a presença de vômitos e infecção respiratória nos últimos seis meses e o tipo de reabilitação realizada pela criança (fonoterapia, fisioterapia e terapia ocupacional). O alinhamento da cabeça e do tronco foi avaliado por três fisioterapeutas separadamente pela análise de vídeos, captados na vista anterior e lateral da criança durante o momento da refeição. Para essa análise, se observou os planos de movimento frontal e sagital, de modo que a cabeça e o tronco foram considerados alinhados quando o pavilhão auricular e a linha média axilar coincidiram com a linha mediana hipotética que passa pelo centro do corpo. Realizou-se Kappa para cálculo da concordância entre as três avaliações dos vídeos. As variáveis categóricas foram expressas em percentual e suas associações analisadas pelos testes do Qui-quadrado ou Exato de Fisher. Considerou-se p ≤ 0,05 como significante. Resultados: Das 70 crianças, 62 (88,8%) tinham grau de função motora IV e V. Observou-se que o alinhamento da cabeça e do tronco durante a dieta nos planos frontal e sagital esteve associado ao uso de mobiliário adaptado e a realização de fonoterapia no plano frontal (p=0,01) e no sagital (p=0,05), estando esse alinhamento também associado à redução na regurgitação. As crianças com comprometimento motor IV e V apresentaram uma maior frequência de desalinhamento da cabeça e tronco no plano sagital (88%) quando comparadas as de grau III (12%), contudo sem significado estatístico (p=0,63). O desalinhamento da cabeça e do tronco no plano sagital esteve associado ao aumento do tempo de dieta (50%). A hiperextensão da cabeça esteve associada a menor ocorrência de vômitos e de infecção respiratória. Houve tendência a uma maior dificuldade de alimentação referida pelo cuidador (69%) entre as crianças com extensão da cabeça e regurgitação de alimento (52,4%) entre os participantes com extensão da cabeça e do tronco. Conclusão: Em crianças com paralisia cerebral grave, o uso de mobiliário adaptado e o acompanhamento em fonoterapia promovem o alinhamento da cabeça e do tronco durante a alimentação. Contudo, a hiperextensão da cabeça parece ser um mecanismo de proteção contra os vômitos e aspiração de alimentos para vias aéreas superiores.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18652
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Saúde da Criança e do Adolescente

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Dissertação versão digital.pdf1.92 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Este arquivo é protegido por direitos autorais



This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons