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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67024

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Título: Avaliação da toxicidade em doses repetidas e do potencial antitumoral da lectina coagulante das sementes de Moringa oleifera (cMoL)
Autor(es): SANTANA, Fernanda Rafaelly Nascimento de
Palavras-chave: Proteínas; Antitumoral; Toxicidade; Sarcoma 180
Data do documento: 5-Ago-2025
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: SANTANA, Fernanda Rafaelly Nascimento de. Avaliação da toxicidade em doses repetidas e do potencial antitumoral da lectina coagulante das sementes de Moringa oleifera (cMoL). 2025. Dissertação (Mestrado em Bioquímica e Fisiologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: Lectinas são proteínas capazes de ligar-se a carboidratos de forma específica e, por isso, podem reconhecer padrões de glicosilação alterados em células neoplásicas, promovendo efeito antitumoral. Sementes de Moringa oleifera contêm a lectina cMoL que apresenta propriedades farmacológicas, como anti-inflamatória e antifúngica. A dissertação avaliou cMoL quanto a toxicidade em doses repetidas, a citotoxicidade in vitro e a atividade antitumoral in vivo. cMoL foi purificada conforme procedimento previamente estabelecido. O ensaio de toxicidade investigou camundongos Swiss albinos (machos e fêmeas) tratados com cMoL (0,5, 5 e 50 mg/kg) pela via intraperitoneal (i.p.) por 28 dias consecutivos. Foram analisados o peso corporal, consumo alimentar e hídrico, parâmetros hematológicos, bioquímicos, histopatológicos e marcadores hepáticos de estresse oxidativo. A citotoxicidade para células de sarcoma 180 foi analisada através do teste do 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5 difenil tetrazólio (MTT) com determinação da dose que inibiu 50% da viabilidade (CI50 ) em 24, 48 e 72 horas. A atividade antitumoral foi determinada em modelo murino de sarcoma 180 com administração i.p. de cMoL (0,5 e 5 mg/kg), NaCl 0,15 M (controle negativo) ou doxorrubicina (controle positivo). O grupo sham correspondeu aos animais que receberam apenas NaCl 0,15 M, sem inoculação tumoral. cMoL na dose de 0,5 mg/kg não apresentou toxicidade sistêmica relevante, enquanto a dose de 5 mg/kg e 50 mg/kg provocaram alterações na relação neutrófilo/linfócito em fêmeas. A dose de 50 mg/kg causou aumento no consumo de água nas fêmeas, redução transitória no consumo de ração e elevação da ureia em machos. Todas as doses reduziram os níveis de glicose. Apesar dos tratamentos terem promovido alterações em marcadores hepáticos do estresse oxidativo, com diferenças evidentes entre os sexos, essas mudanças não parecem produzir efeitos toxicológicos sistêmicos relevantes, conforme os parâmetros hematológicos, bioquímicos e histopatológicos estudados durante o período avaliado. A lectina reduziu a viabilidade de células de sarcoma 180 (CI50 de 0,41 ± 0,017 mg/mL em 24 horas, 0,46 ± 0,014 mg/mL em 48 horas e 0,23 ± 0,001 mg/mL em 72 horas). No ensaio antitumoral in vivo, cMoL (0,5 mg/kg) reduziu em 55% o peso do tumor e melhorou parâmetros hematológicos, como a hemoglobina corpuscular média e os leucócitos. Já na dose de 5 mg/kg, não foram observadas diferenças significativas no peso tumoral. O estudo definiu que cMoL na dose de 0,5 mg/kg não apresentou efeitos tóxicos relevantes e tem potencial antitumoral. Além disso, o uso por 28 dias de doses superiores a 5 mg/kg deve ser evitado, em especial devido aos efeitos sobre o balanço redox.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67024
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Bioquímica e Fisiologia

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