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Título : Mestras Artesãs Pernambucanas: produção e comercialização de artesanato e as expertises da gestão ordinária
Autor : LIMA, Cristiane Ana da Silva
Palabras clave : Gênero; Gestão ordinária; Artesanato; Mestras artesãs
Fecha de publicación : 26-mar-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : LIMA, Cristiane Ana da Silva. Mestras artesãs pernambucanas: produção e comercialização de artesanato e as expertises da gestão ordinária. 2025. Dissertação (Mestrado em Gestão, Inovação e Consumo) - Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2025.
Resumen : Esta dissertação tem como objetivo analisar as Expertises, Táticas e Estratégias presentes na gestão ordinária da produção e comercialização do artesanato pelas Mestras Artesãs Pernambucanas, explorando como essas práticas se entrelaçam com as questões de gênero. A pesquisa se insere no campo dos estudos organizacionais, com foco na gestão ordinária e na influência do gênero na área do artesanato. Dada a natureza do objetivo, adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizando a metodologia narrativa. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas individuais com 11 Mestras Artesãs Pernambucanas. Ressalta-se que tanto artesãos(as) quanto Mestres(as) artesãos(ãs) desempenham um papel significativo na economia brasileira e mundial. Seu trabalho não apenas impulsiona o crescimento econômico e o desenvolvimento regional por meio da geração de empregos, mas também fomenta a diversidade cultural, a inclusão social e a sustentabilidade, tornando-se uma atividade de grande relevância. Os resultados da pesquisa indicam que a gestão ordinária no artesanato possui características próprias do ofício e de seus praticantes. Trata-se de um modelo que carrega cultura, força e fé, tornando-se intrinsecamente plural. Diferente da gestão empresarial convencional, a gestão ordinária no artesanato pode ser profundamente influenciada por crenças religiosas e místicas. Seja pagã ou cristã, a fé está presente nesse processo, funcionando como uma força invisível que auxilia na tomada de decisões e, muitas vezes, é considerada responsável, direta ou indiretamente, pelos sucessos e fracassos das ações. Outro aspecto marcante da gestão ordinária no artesanato é a influência das emoções nas decisões comerciais. Muitas artesãs desenvolvem uma forte relação afetiva com suas peças, podendo optar por não as vender caso tenham um significado especial. Essa prática contraria a lógica tradicional dos negócios, na qual itens considerados especiais são vendidos por um valor mais alto para maximizar o lucro. A produção artesanal também não se restringe à comercialização. Muitas artesãs criam suas peças por prazer, por amor à arte e pelo desejo de preservar uma tradição ou contar uma história. Mesmo que uma peça tenha menos demanda ou ofereça um retorno financeiro mais demorado, sua confecção pode ser motivada por um compromisso maior com a continuidade do conhecimento transmitido por gerações do que com o lucro imediato. Sobre a questão de gênero, é fundamental destacar a força da mulher artesã e sua resistência. No entanto, é igualmente importante compreender que a vida dessas mulheres não precisa ser tão árdua. É primordial que a sociedade desperte para o fato de que elas não são apenas mães ou/e donas de casa. Elas podem ou não ser mães, esposas, gestoras, trabalhadoras, cabe a elas o direito de escolher livremente o que desejam ser. Os programas de apoio a essas mulheres são essenciais para que possam sair do anonimato e mostrar não apenas seu trabalho, mas também sua identidade. Os achados mostram que as mulheres formam redes de apoio entre si: são mães, tias, irmãs, filhas, vizinhas. Muitas vezes, o simples fato de nascer do sexo feminino já coloca a mulher na posição de auxiliar de outra mulher. O problema dessa realidade é que, em muitos casos, isso resulta na perda da infância ou na limitação de escolhas profissionais. Conclui-se que a gestão ordinária no artesanato é um modelo singular, influenciado por fatores culturais, emocionais e espirituais. Diferente da gestão empresarial tradicional, essa forma de administração reflete um equilíbrio entre razão e emoção, lucro e identidade, tradição e inovação, tornando-se um exemplo vivo da diversidade e riqueza do artesanato pernambucano.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67135
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado – Gestão, Inovação e Consumo

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