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Título : Percepção dos riscos associados à moradia próxima a locais de disposição final de resíduos sólidos
Autor : SILVA, Lucas Ferreira da
Palabras clave : Aterros sanitários; Impactos ambientais; Impactos de vizinhança; Saúde pública; Percepção ambiental
Fecha de publicación : 27-feb-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : SILVA, Lucas Ferreira da. Percepção dos riscos associados à moradia próxima a locais de disposição final de resíduos sólidos. 2025. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil e Ambiental) - Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2025.
Resumen : Os aterros sanitários são estruturas projetadas para a disposição final de resíduos sólidos de forma controlada, reduzindo impactos ambientais. No entanto, moradores das redondezas podem enfrentar diversos problemas, como a contaminação do solo e da água por chorume, a proliferação de vetores de doenças, além de odores desagradáveis e emissões de gases, como o metano. Embora existam regulamentações e tecnologias para minimizar esses impactos, ainda há uma lacuna na compreensão dos riscos reais percebidos pela população que vive próxima a esses locais, especialmente no que diz respeito à sua saúde e qualidade de vida. Dessa forma, o presente estudo se propõe a analisar qual a percepção da população que reside próximo aos 2 aterros sanitários do município de Caruaru no que diz respeito aos impactos ambientais, sociais e à saúde pública. Na metodologia, realizou-se uma revisão sistemática de literatura utilizando o método Prisma e analisando os dados com o software IRaMuTeQ. Logo após, um questionário com 44 perguntas divididas em 7 áreas distintas foi elaborado com base na literatura, com intuito de investigar a satisfação com a moradia, transtornos observados diariamente, questões relacionadas ao saneamento e saúde, além de identificar questões socioeconômicas. O questionário foi aplicado nas áreas estudadas, exceto em condomínios fechados, que precisaram ser aplicados de forma online. Os resultados do estudo revelaram que a maioria dos entrevistados era do sexo feminino (56%), onde cerca de 76% moram na região há menos de 2 anos, indicando crescimento populacional. 87% dos investigados tinham coleta de resíduos, mas apenas 29% separavam o lixo; dos 13% sem coleta, a incineração era a alternativa predominante. Além disso, 80% tinham acesso à rede pública de água e 77,4% contavam com coleta de esgoto. Sobre os impactos do aterro, grande parte dos moradores não relataram transtornos diretos, mas o transporte dos resíduos foi apontado como um problema. A maioria dos respondentes não relatou problemas de saúde frequentes, sugerindo uma gestão eficiente do aterro. No geral, a população demonstrou satisfação com o ambiente e a vizinhança, com 91,51% afirmando estar satisfeitos com a vida e apenas 0,94% relatando ter sofrido algum tipo de preconceito relacionado à moradia.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67146
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Engenharia Civil e Ambiental

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