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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67211

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Título: Reconstituição paleoclimática, paleoambiental e caracterização das dunas de Itacoatiara e Surubabel, submédio do Rio São Francisco, Bahia
Autor(es): SILVA, Maria Luísa Gomes da
Palavras-chave: Reconstrução paleoambiental e paleoclimática; Dunas interiores; Datação por LOE; Ambiente semiárido
Data do documento: 18-Nov-2025
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: SILVA, Maria Luísa Gomes da. Reconstituição paleoclimática, paleoambiental e caracterização das dunas de Itacoatiara e Surubabel, submédio do Rio São Francisco, Bahia. 2025. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: Os depósitos eólicos constituem coberturas superficiais particularmente suscetíveis às variáveis climáticas e ambientais, como direção e intensidade do vento, disponibilidade de sedimentos, presença de vegetação e precipitação. Essas condições influenciam diretamente a morfologia e a dinâmica de deposição das dunas, tornando-as valiosos geoarquivos para estudos de reconstituição paleoclimática e paleoambiental, especialmente no Quaternário Superior. O presente estudo teve como foco os campos de dunas de Surubabel e Itacoatiara, localizados no extremo norte do estado da Bahia, às margens do canal principal do Rio São Francisco em seu setor submédio. O objetivo geral foi investigar a origem e a evolução geomorfológica dessas formações, justificando-se a escolha por se tratar de áreas de acumulação eólica ainda não estudadas na região, ao contrário de outras ocorrências nos setores médio e submédio do rio. Para atingir os objetivos propostos, foram empregadas diversas metodologias: mapeamento geomorfológico, datação dos sedimentos por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), análise da assinatura geoquímica por fluorescência de raios X, além de análise granulométrica e morfoscopia dos grãos por lupa binocular e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados indicam que a deposição de sedimentos eólicos na área ocorre pelo menos desde o Pleistoceno Superior (15.9 ± 2.1 ka anos) até o Holoceno Superior (1.200 ± 0,05 anos). Morfologicamente, predominam dunas nebkhas e parabólicas em diferentes estágios de mobilidade e estabilização pela vegetação, além de lençóis de areia e rupturas de deflação (blowouts). Os dados sedimentológicos apontam para ocorrência de transporte fluvial prévio, seguido por transporte eólico, resultando na formação dos campos de dunas e mantos de areia. Conclui-se que a deposição das dunas está relacionada à disponibilidade de sedimentos durante períodos de menor vazão do canal fluvial. Por outro lado, o aumento da vazão, decorrente da intensificação do Sistema Monçônico da América do Sul (SMAS) no alto curso da bacia, durante o final do Holoceno Médio e ao longo do Holoceno Superior, coincide com hiatos deposicionais possivelmente associados à estabilização das dunas pela vegetação e à atenuação do transporte eólico.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67211
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