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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67218

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Título: Percebendo o oculto do aparente: a automutilação não suicida pelo olhar de adolescentes
Autor(es): MONTEIRO, Rosana Juliet Silva
Palavras-chave: Adolescência; Automutilação não suicida; Autolesão não suicida; Comportamento autodestrutivo; Pedagogia Paulo Freire
Data do documento: 14-Abr-2025
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: MONTEIRO, Rosana Juliet Silva. Percebendo o oculto do aparente: a automutilação não suicida pelo olhar de adolescentes. 2025. Tese (Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: As “adolescências”, no plural, representando as múltiplas experiências sócio e culturalmente construídas desta fase da vida acontece de forma desigual e diversa, ainda que em um mesmo contexto. É um período da vida em que pode ser necessário lidar com diversas mudanças e vulnerabilidades na ordem física, cultural, relacional, socioeconômica, etc, as quais, associadas à pouca experiência, geram sofrimento mental, fazendo com que os adolescentes busquem alternativas para lidar com esses desafios. Uma delas é a Automutilação Não Suicida (AMNS), um comportamento de causar danos intencionais a si mesmo com o intuito de gerar efeitos emocionais. Com base nesse cenário, a presente tese teve como pergunta condutora: como os adolescentes compreendem a automutilação não suicida e quais as possibilidades de enfrentamento desses comportamentos na perspectiva deles (as)? O objetivo geral foi compreender a automutilação não suicida e como deve ser o seu enfrentamento na perspectiva dos adolescentes e à luz da Teoria Bioecológica de Bronfrebrenner e da Teoria Freireana. Trata-se de uma pesquisa participante de abordagem qualitativa fundamentada no referencial teórico metodológico de Paulo Freire, sendo utilizada a investigação temática como caminho teórico metodológico para sistematizar o processo de conscientização. A pesquisa aconteceu em uma escola Estadual do município de Recife, Pernambuco, nos anos de 2022 e 2023, com 31 adolescentes com idade entre 13 e 15 anos. O estudo foi operacionalizado em duas etapas. Na primeira etapa foi realizada a imersão no campo de pesquisa, leitura da realidade, codificação das situações existenciais e primeira fase da problematização e análise crítica. Na segunda etapa foi realizada a segunda etapa da problematização e análise crítica e também os inéditos viáveis. A coleta de dados se deu a partir da triangulação de dados com a implementação da observação com registro em diário de campo; grupos focais e círculos de cultura; gravação de áudio e posterior transcrição. A análise dos dados aconteceu com a análise de conteúdo temática adaptada por Gomes (2013) a partir da proposta de Bardin (2011). Os resultados foram organizados em três sessões: 1- aproximação com o campo de pesquisa que descreveu o contexto da Pandemia COVID 19, a aproximação com a escola, a mobilização dos adolescentes para a pesquisa e a descrição dos participantes; 2- as nuances da AMNS na perspectiva dos adolescentes juntamente com as consequências deste comportamento e com os inéditos viáveis vislumbrados, organizados à luz da teoria Freireana e bioecológica de Bronfrebrenner; e 3- considerações sobre a vivência da pesquisa. Na perspectiva dos adolescentes, a AMNS é um comportamento associado ao sofrimento emocional, sendo compreendido como a ponta de um iceberg pois o que vemos é apenas o aparente, enquanto o oculto que o sustenta engloba os diversos sofrimentos e desafios associados às vivências adversas dos sujeitos. Na AMNS, alguns marcadores sociais se destacam: os conflitos geracionais entre os pais e adolescentes; as questões hegemônicas de gênero; machismo; racismo e vulnerabilidade socioeconômica. Compreender isso é fundamental para enfrentamento e superação deste problema. É importante que a abordagem à AMNS não siga apenas focada objetivamente no ato de se machucar, mas na compreensão das causas ocultas a ele relacionadas e nelas intervir. Destacadas como uma das abordagens voltadas ao enfrentamento à AMNS, as ações de educação em saúde críticas e dialógicas podem assumir um lugar relevante para o público adolescente afim de contribuir para o empoderamento, reflexão crítica, estímulo ao protagonismo e participação ativa na transformação da realidade.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67218
Aparece nas coleções:Teses de Doutorado - Saúde da Criança e do Adolescente

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