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Título : Ecologias de exploração: relações multiespécies entre humanos, caramujos e esquistossomos na Usina Catende (1930-1950)
Autor : SANTOS, Renata Conceição Nóbrega
Palabras clave : História ambiental; Estudos multiespécies; Ecologias de exploração; Usina Catende e plantation açucareira; Esquistossomose e modernização agrícola
Fecha de publicación : 29-ago-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : SANTOS, Renata Conceição Nóbrega. Ecologias de exploração: relações multiespécies entre humanos, caramujos e esquistossomos na Usina Catende (1930-1950). 2025. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : Esta tese investiga as relações multiespécies entre humanos, caramujos Biomphalaria e parasitas Schistosoma mansoni na Usina Catende, Pernambuco, entre 1930 e 1950, com foco analítico mais detalhado no período 1937–1945, quando se consolidam as obras de irrigação e as primeiras campanhas de combate à esquistossomose. Propõe se o conceito analítico de “ecologias de exploração” para compreender como a modernização agrícola articulou degradação ambiental, exploração social e colonização mental em dinâmicas de dominação simultânea. A pesquisa fundamenta se na articulação entre a teoria das três ecologias de Félix Guattari, o conceito de assemblages multiespécies de Anna Tsing e a teoria ator-rede de Bruno Latour. Metodologicamente, analisaram-se atas do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), edições da revista Brasil Açucareiro, relatórios sanitários de Geth Jansen (1943-1946), registros médicos e a cobertura jornalística do período. Os resultados demonstram que: (1) o Estado brasileiro financiou sistematicamente a modernização da indústria açucareira através do IAA, incluindo a missão de Apolônio Sales ao Havaí (1935) para estudar irrigação intensiva; (2) em Catende, os investimentos estatais criaram infraestrutura que incluía 47 km de canais principais, 234 km de canais secundários e múltiplos açudes, transformando rios de fluxo sazonal em ambientes aquáticos perenes; (3) estas transformações ecológicas favoreceram a proliferação dos moluscos – hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni, com taxas de infestação de até 18,45% nos açudes contra 1,32% nos rios naturais; (4) a prevalência da esquistossomose atingiu 79% entre moradores das áreas ribeirinhas e 64,6% entre trabalhadores rurais, configurando assemblages parasitárias que sincronizavam ciclos biológicos com padrões laborais. A pesquisa conclui que a modernização da Usina Catende exemplifica um padrão histórico de socialização dos custos socioambientais e privatização dos lucros, onde organismos não-humanos emergiram como agentes históricos que impuseram limites e redirecionamentos ao projeto desenvolvimentista, revelando as contradições estruturais entre racionalização produtiva e irracionalidade sanitária que caracterizaram o desenvolvimento capitalista na plantation açucareira nordestina.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67286
Aparece en las colecciones: Teses de Doutorado - História

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