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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67477

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Título: Utilização de ferramentas para a indicação de cuidados paliativos na atenção primária à saúde: um relato de experiência
Autor(es): CAVALCANTE, José Kledson Cordeiro Silva
Palavras-chave: Cuidados paliativos; Atenção Primária à Saúde; Identificação de cuidados paliativos; Medicina de Família e Comunidade
Data do documento: 5-Jan-2026
Citação: CAVALCANTE, Jose Kledson Cordeiro Silva. Utilização de ferramentas para a indicação de cuidados paliativos na atenção primária à saúde: um relato de experiência.2026. Trabalho de conclusão de Residencia (Medicina de familia e Comunidade) - Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2025.
Abstract: Os Cuidados Paliativos representam uma abordagem fundamental para melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças graves e suas famílias, abrangendo dimensões físicas, psicológicas, sociais e espirituais. A implementação dos cuidados paliativos no Brasil enfrenta grandes obstáculos. Os serviços estão centralizados em hospitais e há carência de formação profissional. O tema é negligenciado nos currículos médicos, com apenas 14% das universidades brasileiras incluindo o tema em sua grade curricular, sendo que os docentes geralmente se sentem despreparados para abordá-lo. A APS configura-se como cenário estratégico para a incorporação precoce desses cuidados graças à sua capilaridade e capacidade de coordenação longitudinal. Este relato descreve a experiência de aplicação das ferramentas SPICT e NECPAL para identificação de necessidades paliativas na Atenção Primária à Saúde em Caruaru-PE, realizado entre abril e setembro de 2025. A experiência envolveu a aplicação dos instrumentos em 11 pacientes selecionados por Agentes Comunitários de Saúde, sendo 9 (82%) identificados com necessidade de cuidados paliativos, principalmente por condições como demência, fragilidade e doenças cardiorrespiratórias. Os instrumentos demonstraram viabilidade de aplicação, com tempo médio de 15 a 25 minutos, sem relatos de desconforto pelos pacientes. Identificou-se, contudo, resistência cultural entre alguns profissionais, que associaram a abordagem paliativa exclusivamente à morte, além de dificuldades dos ACS em responder à pergunta sobre prognóstico. A experiência evidenciou a necessidade de superar barreiras educacionais e organizacionais, com destaque para a importância do Médico de Família e Comunidade como coordenador do cuidado e a urgência de implementação de fluxos assistenciais específicos. Conclui-se que a utilização sistemática de instrumentos validados na APS é viável e necessária para identificação precoce, requerendo expansão da formação profissional, educação permanente das equipes e desenvolvimento de protocolos que garantam a integralidade do cuidado no SUS.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67477
Aparece nas coleções:Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade

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