Use este identificador para citar ou linkar para este item:
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67646
Compartilhe esta página
| Título: | O Gênero do cuidado e seus efeitos na saúde mental das trabalhadoras do SUS |
| Autor(es): | NOVAES, Carolina |
| Palavras-chave: | Trabalho; Divisão sexual do trabalho; Psicodinâmica; Mulheres trabalhadoras; Saúde mental |
| Data do documento: | 14-Out-2025 |
| Editor: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citação: | NOVAES, Carolina. O Gênero do cuidado e seus efeitos na saúde mental das trabalhadoras do SUS. 2025. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Abstract: | A classe trabalhadora não é um todo uniforme. Em perspectiva de gênero, as atividades laborais estão organizadas em pares dicotômicos de valor desigual: intelectual/manual, formal/informal, produtivo/reprodutivo. O trabalho reprodutivo é materializado na prática de cuidar: preparar, servir, acolher, manter o funcionamento do ambiente e o bem-estar das relações. São ações que desafiam o conceito hegemônico de trabalho, caracterizado pela produção de valor por meio de bens e mercadorias, diferentemente do trabalho de cuidados, que reproduz a vida agregando valor de uso. Apesar da crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, suas funções ainda permanecem ligadas ao cuidado, que extrapola o espaço doméstico e passa a ocupar a esfera produtiva. A enorme concentração de mulheres em profissões da saúde revela que o trabalho reprodutivo assalariado não substitui, mas sobrepõe tarefas de cuidado, incidindo no descanso e lazer, fundamentais para a saúde. Considerando o elevado número de afastamentos por saúde mental no Brasil e a divisão sexual do trabalho na área da saúde, esta pesquisa analisou a relação entre o gênero, o trabalho e a saúde mental de trabalhadoras do SUS a fim de compreender a articulação entre essas categorias. Para tanto, recorreu-se a uma abordagem qualitativa interpretativa, apoiada no referencial teórico-metodológico de Dejours sobre psicodinâmica do trabalho, este último pensado a partir de uma orientação epistêmica feminista materialista. Foram entrevistadas dez profissionais de saúde com histórico de afastamento por saúde mental e seus relatos analisados pela técnica de condensação de significados proposta por Kvale. Os resultados foram subdivididos em três seções: gênero, trabalho e saúde mental. Da intersecção evidenciou-se: sobrecarga de cuidados domésticos e familiares, com distribuição desigual de tarefas junto ao parceiro; presença de carga mental; redução do tempo livre para uso pessoal; intenso trabalho emocional; experiências de sofrimento superando o prazer no trabalho; mecanismos de defesa diferenciados conforme o gênero e o fortalecimento da rede de apoio como estratégia terapêutica. O cuidado em saúde foi apontado como a principal causa do afastamento das mulheres, ainda que ele represente uma fonte de sentido e de afirmação de identidade, sobretudo quando reconhecido por seus pares. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67646 |
| Aparece nas coleções: | Dissertações de Mestrado - Saúde Coletiva |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| DISSERTAÇÃO Carolina Novaes.pdf | 2.85 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
Este arquivo é protegido por direitos autorais |
Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons

