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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67781

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Título: O consumo de produtos derivados de animais silvestres - uma investigação transformativa
Autor(es): PAZ, Herlane Chaves
Palavras-chave: Superstição; Animais silvestres; Pesquisa transformativa do consumidor; Teoria da Cultura de Consumo; Consumo pro-ambiental
Data do documento: 9-Dez-2025
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: PAZ, Herlane Chaves. O consumo de produtos derivados de animais silvestres - uma investigação transformativa. 2025. Tese (Doutorado em Administração) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: A tese buscou compreender o que leva indivíduos ao consumo de produtos derivados de animais silvestres no contexto cultural brasileiro à luz da Teoria da Cultura de Consumo - CCT. Com isso, parte-se do pressuposto de que o consumo de produtos derivados de animais silvestres (animais para alimentação, animais para o cativeiro, souvenires, uso de animais em rituais, etc.) ultrapassa o domínio utilitário ou econômico, configurando-se como prática cultural e simbólica, sustentada por crenças, tradições e valores transmitidos entre gerações. Fundamentada na Teoria da Cultura de Consumo (Consumer Culture Theory – CCT) e na Pesquisa Transformativa do Consumidor (Transformative Consumer Research – TCR), o estudo buscou compreender os significados culturais e supersticiosos associados a esse tipo de consumo, bem como propor caminhos transformadores orientados ao bem-estar humano, alimentar e ambiental. A pesquisa foi de natureza qualitativa e interpretativista, desenvolvida por meio de revisão teórica, entrevistas episódicas e registros fotográficos com consumidores que consomem produtos derivados animais silvestres, os dados foram analisados com base na Análise Temática e na Análise Semiótica da Imagem. Essa triangulação metodológica permitiu captar tanto as narrativas quanto as representações simbólicas que estruturam o fenômeno investigado. Os resultados revelam que o consumo de animais silvestres e/ou produtos derivados de animais silvestres é sustentado por um sistema simbólico que articula dimensões de identidade, memória, tradição e fé. Seis temas principais emergiram das análises: tempo de consumo, superstição, motivações, consumo simbólico, consumo funiconal/utilitário e impactos/representações. As narrativas demonstraram que o consumo está frequentemente vinculado a significados de proteção espiritual, cura, fortalecimento e sorte, indicando a persistência de crenças supersticiosas e rituais que conferem valor simbólico a partes de animais. Além disso, a prática é também legitimada por fatores culturais e afetivos, como herança familiar, pertencimento territorial e valorização da tradição. A investigação mostra que, embora o consumo de animais silvestres e/ou derivados de animais silvestre seja amplamente proibido pela legislação ambiental brasileira, essa prática permanece enraizada em práticas sociais que expressam identidades culturais e modos de vida. Essa constatação indica que políticas públicas de conservação devem considerar os contextos simbólicos e históricos dessas comunidades, a fim de promover transformações sustentáveis sem deslegitimar seus referenciais culturais. Do ponto de vista teórico, o estudo amplia o escopo da CCT ao evidenciar como crenças supersticiosas e estruturas culturais moldam práticas de consumo não convencionais, e contribui para a TCR ao propor intervenções transformativas voltadas à conscientização ambiental e à educação culturalmente sensível. As proposições apresentadas visam estimular o consumo pró-ambiental, fortalecer o diálogo entre cultura e sustentabilidade e promover a preservação da biodiversidade brasileira.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67781
Aparece nas coleções:Teses de Doutorado - Administração

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