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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33974

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Título: Ganho de peso interdialítico excessivo e seus fatores associados
Autor(es): SILVA, Renata Reis de Lima e
Palavras-chave: Avaliação Nutricional; Diálise; Fatores de Risco; Ganho de Peso
Data do documento: 13-Fev-2019
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência do ganho de peso interdialítico (GPID) excessivo e seus fatores associados em pacientes com doença renal crônica (DRC) em hemodiálise (HD). Este estudo apresenta dois tipos de delineamento, primeiro, para a identificação dos fatores associados ao GPID excessivo foi realizado um estudo observacional tipo série de casos. Em uma etapa complementar, visando avaliar as variações ocorridas no GPID e nos parâmetros antropométricos e laboratoriais no período de 1 ano, foi incluído um módulo de análise prospectivo, onde os pacientes captados em janeiro de 2016 (baseline) foram avaliados em mais 2 momentos (junho de 2016 e janeiro de 2017). A coleta de dados foi realizada através de prontuários eletrônicos dos pacientes de uma clínica satélite em Jaboatão dos Guararapes/PE. O GPID foi calculado a partir da somatória da diferença entre o peso de entrada e o peso de saída de 12 sessões de HD a cada mês de coleta sendo utilizada a seguinte fórmula: (Ʃ peso entrada - peso de saída ÷ 12 sessões de HD) ÷ peso seco x 100). Por fim, essa variável foi dicotomizada em “com ganho de peso excessivo (GPID > 4,5%)” e “sem ganho excessivo (GPID ≤ 4,5%)”. A análise da regressão de Poisson foi utilizada para verificar o efeito ajustado das variáveis explanatórias no GPID excessivo. Foram avaliados 197 pacientes, com média de idade de 55,6 ± 14,7 anos, sendo 60,9% do sexo masculino e 44,2% idosos. O GPID excessivo esteve presente em 28,4% da amostra, 52,3% foram classificados como eutróficos de acordo com o índice de massa corporal (IMC), 70,1% apresentaram albumina sérica ≥ 3,8g/dL e 63,4% apresentaram creatinina sérica > 10mg\dL. No modelo final ajustado, as variáveis que permaneceram independentemente associadas ao GPID excessivo foram: idade entre 20 a 59 anos (razão de prevalência ajustada – RP= 1,87 IC95% 1,21-2,88), renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos (RP = 2,14 IC₉₅% 1,36-3,44) e nível educacional < 9 anos (RP = 1,78 IC₉₅% 1,15-2,76). Após um ano, permaneceram no estudo 166 pacientes. Nos três momentos da coleta de dados foi possível observar valores médios dentro da normalidade para o IMC e creatinina sérica para ambos os sexos, além de valores adequados de albumina sérica nos homens durante todo o período avaliado. O GPID foi considerado adequado, com médias entre 3,81 a 4,11%. Observou-se, ainda, que houve aumento da creatinina sérica e ureia pré-diálise após um ano nos homens. Enquanto as mulheres apresentaram redução da albumina sérica e aumento da ureia pré-diálise ao longo do estudo. Para a avaliação da correlação do GPID com as variáveis relacionadas ao estado nutricional no baseline foi utilizado a Correlação de Pearson. Após ajuste pela idade, foi evidenciada uma correlação positiva entre o GPID, a altura e a creatinina sérica. Em síntese, a probabilidade de GPID excessivo foi maior nos indivíduos jovens, com baixa escolaridade e baixa renda familiar. Além disso, houve uma correlação positiva entre a altura e a creatinina sérica com o GPID.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33974
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Nutrição

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